Palavra EBD | Professor André Bernardo
Blog voltado para o aprendizado da maior escola teologica do mundo! "Escola Bíblica Dominal!" Tirando duvidas, apresentando textos e comentários relacionado as aulas da "Revista da Escola Bíblica Domincal", da editora CPAD, das Assembéia de Deus Ministério do Belém. Formação: Baicharel em Teologia. Cargo ministerial: Presbítero pela Igreja Assembléia de Deus Ministério do Belém, campo Leme-SP.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Lição 13: A assembleia de Jerusalém | 3° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo
TEMA: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
Objetivos da Lição:
I) Mostrar o contexto e os motivos que levaram à controvérsia sobre a salvação dos gentios;
II) Relatar os argumentos apresentados pelos apóstolos, especialmente por Pedro e Tiago, sobre a inclusão dos gentios na Igreja;
III) Reconhecer a importância da direção do Espírito Santo na resolução dos conflitos e na preservação da unidade da Igreja.
TEXTO ÁUREO
“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.” (At 15.28).
VERDADE PRÁTICA
Em sua essência, a Igreja é tanto um organismo quanto uma organização e, como tal, precisa seguir princípios e regras para funcionar plenamente.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 15.22-32.
INTRODUÇÃO
Com esta lição, terminamos mais um trimestre de estudos sobre a igreja de Jerusalém. Aqui veremos como a igreja agiu para resolver seus conflitos de natureza doutrinária. Um grupo composto por fariseus convertidos à fé insistia que os gentios convertidos deveriam guardar a Lei, especialmente o rito da circuncisão. No entendimento dos apóstolos, se isso fosse exigido, a salvação deixaria de ser totalmente pela graça, o que era inaceitável. Devido à dimensão da questão e à sua importância para o futuro da Igreja, os líderes se reuniram em Jerusalém para buscar uma solução para o problema. Lucas deixa claro que a decisão tomada pela Igreja naquele momento foi guiada pelo Espírito Santo. É isso que veremos agora.
I- A QUESTÃO DOUTRINÁRIA
1- O relatório missionário.
A Questão da Salvação: Pela Graça ou pela Lei.
A origem do debate no Concílio de Jerusalém, registrado em Atos 15, foi a natureza da salvação. A discussão não começou em Jerusalém, mas na igreja de Antioquia, após o retorno de Paulo e Barnabé de sua primeira viagem missionária.
O Contexto em Antioquia
Quando Paulo e Barnabé retornaram, relataram o sucesso de sua missão entre os gentios, eles enfatizaram que a aceitação da fé por esses povos ocorreu unicamente pela graça de Deus.
O Conflito Teológico
Essa visão colidiu com a de alguns crentes de origem judaica, que insistiam que para os gentios serem salvos, eles precisavam ser circuncidados e seguir a Lei de Moisés. Eles argumentam que a salvação exigia a fé em Cristo mais a obediência à Lei.
2- O legalismo judaizante.
O trecho do livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 15, verso 1 e 2, descreve um dos momentos mais cruciais da história da igreja primitiva: o conflito entre a fé em Jesus e as tradições da Lei judaica.
A Origem do Problema.
Era um grupo de judaizantes, ou seja, judeus que haviam se convertido ao cristianismo, mas que acreditavam que os gentios (não-judeus) precisavam seguir as leis e rituais judaicos para serem salvos. Eles insistiam que a circuncisão era um requisito essencial.
Como a igreja de Jesus Cristo, que estava se expandindo para além das fronteiras judaicas, deveria lidar com a diversidade de culturas e crenças?
A solução veio de forma sábia e organizada.
Em vez de permitir que o conflito se aprofundasse, a igreja em Antioquia decidiu levar a questão para a liderança em Jerusalém,
Na igreja mãe, os apóstolos e presbíteros, homens de autoridade e sabedoria, se reuniram para discutir e decidir a questão.
Este evento, conhecido como o Concílio de Jerusalém, foi fundamental para definir o futuro da igreja e garantir que a salvação fosse compreendida como um dom gratuito de Deus, acessível a todos pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo! (Sem necessidade da circuncisão e a observância da Lei)
II- O DEBATE DOUTRINÁRIO
1- Uma questão crucial.
A Questão Gentílica em Atos 15.
No livro de Atos, a igreja primitiva enfrenta um desafio teológico crucial:
A inclusão dos gentios (não-judeus) na comunidade de fé.
Tema do debate.
Um grupo de judaizantes defende que os gentios convertidos precisam ser circuncidados e observar a Lei de Moisés para serem salvos.
Para eles, a salvação estava ligada à prática da Lei, e não apenas à fé em Jesus.
Resposta de Pedro e a Experiência em Cesareia
Pedro, no entanto, discorda dessa posição, argumenta que a salvação é pela graça, e não pelas obras da Lei.
Para sustentar seu ponto, ele usa como prova a sua experiência em Cesareia, relatada em Atos 10, onde o Espírito Santo foi derramado sobre a casa de Cornélio, um gentio, da mesma forma que havia sido derramado sobre os judeus no dia de Pentecostes.
Pedro afirma: "Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós." (Atos 15:8).
Essa experiência pentecostal dos gentios foi a evidência incontestável de que Deus os havia aceitado e os havia salvado sem a necessidade da “circuncisão ou da observância da Lei mosaica”.
2- A experiência do Pentecostes na fé dos gentios.
O derramamento do Espírito Santo sobre os gentios não foi apenas um evento espiritual, mas sim uma manifestação física e observável.
Isso foi comprovado anos antes, na casa de Cornélio, em Cesareia (Atos 10).
Assim como em Pentecostes (Atos 2), os gentios falaram em línguas, o que serviu como evidência clara da sua salvação.
Paulo também usou um argumento semelhante ao debater com os cristãos da Galácia (Gálatas 3.5).
Em resumo, tanto Pedro quanto Paulo destacam que a vinda do Espírito Santo foi a prova definitiva e visível da salvação de judeus e gentios, derrubando barreiras e unificando a igreja primitiva.
3- A fundamentação profética da fé gentílica.
A inclusão dos gentios (não-judeus) na igreja, destaca duas abordagens diferentes, mas complementares, usadas por líderes da época para justificar essa aceitação.
A passagem fala do apóstolo Pedro e Tiago, o irmão de Jesus.
Primeira abordagem (Pedro): Ele baseia sua defesa na experiência do Pentecostes. Para Pedro, o fato de o Espírito Santo ter sido derramado sobre os gentios, da mesma forma que foi sobre os judeus, era um sinal claro de que Deus os havia aceitado.
Segunda abordagem (Tiago): Ele recorre à profecia bíblica. Ao citar as Escrituras, Tiago demonstra que a inclusão dos gentios não era algo novo, mas sim um plano de Deus predito pelos profetas. (Atos 15:15)
III- A DECISÃO DA ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM
1- O Espírito na Assembleia.
O Espírito Santo: Um Protagonista na Vida da Igreja
Vemos uma verdade fundamental sobre a Igreja Primitiva: o Espírito Santo não era uma ideia abstrata, mas uma pessoa com participação real e ativa.
O texto de Atos 15:28 é particularmente revelador. Ao tomar uma decisão crucial, os líderes da igreja afirmam: “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”. Essa frase mostra que a decisão não foi puramente humana, mas um processo de discernimento e obediência à direção divina.
Essa mesma dinâmica aparece em Atos 5:32, onde os apóstolos se colocam como testemunhas de Cristo, e, em seguida, apontam o Espírito Santo como o grande co-testemunha.
2- A orientação do Espírito na Assembleia.
A Voz do Espírito: O Padrão da Igreja Primitiva
O texto de Atos 15.28 nos dá uma visão fascinante da Igreja Primitiva.
Ela mostra que o Espírito Santo se manifestava na igreja de forma visível e prática, principalmente através de seus dons, como o da profecia.
Foi essa atuação direta e sobrenatural do Espírito Santo, por meio de seus dons, que garantiu que as decisões da Igreja Primitiva fossem tomadas em harmonia com a vontade de Deus. Em outras palavras, o Espírito Santo não era um conceito abstrato; Ele era um guia ativo, se manifestando através de pessoas.
Esse era o padrão da Igreja Primitiva: uma comunidade onde o Espírito Santo se movia livremente e seus dons eram valorizados e utilizados para a edificação e direção do corpo de Cristo.
3- O parecer final da Assembleia.
Liberdade na Graça vs. Limites da Comunhão
O texto de Atos 15.29 mostra a solução para um grande conflito na igreja primitiva: como conciliar a liberdade dos crentes gentios com as tradições dos crentes judeus?
A decisão da Assembleia de Jerusalém foi clara: a salvação é pela graça, não por obras ou rituais judaicos. Essa foi uma afirmação fundamental contra o legalismo. Os gentios não precisavam se submeter à lei judaica para serem salvos.
A igreja também reconheceu a importância da unidade e do convívio entre todos os crentes. Por isso, os gentios foram orientados a impor alguns limites à sua própria liberdade em nome da comunhão. A abstinência de “coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação” não era uma exigência para a salvação, mas uma demonstração de respeito e amor pelos irmãos judeus.
Em resumo, a igreja de Atos 15 estabeleceu um princípio vital: a liberdade cristã não é uma licença para fazer o que se quer, mas um chamado a limitar essa liberdade pelo bem do outro, a fim de que a comunhão seja preservada e o evangelho, proclamado em harmonia.
CONCLUSÃO
A Igreja sempre será desafiada a enfrentar os problemas que surgem em seu meio. No capítulo 6 de Atos, vimos como ela resolveu um conflito de natureza social, provocado por reclamações de crentes helenistas (hebreus de fala grega). Aqui, o problema foi de natureza doutrinária: uma questão melindrosa que requeria muita habilidade por parte da liderança para ser resolvida. Graças ao parecer de uma liderança sábia e orientada pelo Espírito Santo, a Igreja tomou a decisão certa. A unidade da Igreja foi preservada e Deus foi glorificado.
Lição 12: O caráter missionário da igreja de Jerusalém | 3° Trimestre de 2025
TEMA: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
Objetivos da Lição:
I) Destacar o papel da dispersão cristã na expansão missionária da Igreja Primitiva;
II) Enfatizar a importância da contextualização da mensagem do Evangelho para diferentes contextos culturais, sem, contudo, perder sua essência;
III) Valorizar a prática do discipulado como base para o crescimento saudável e a manutenção da identidade da Igreja.
TEXTO ÁUREO
“E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.” (At 11.20).
VERDADE PRÁTICA
Faz parte da missão da Igreja a evangelização de povos não alcançados.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 11.19-30.
19 — E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus.
20 — E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.
21 — E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor.
22 — E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia,
23 — o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.
24 — Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.
25 — E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.
26 — E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
27 — Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia.
28 — E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
29 — E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.
30 — O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.
INTRODUÇÃO
Como o evangelho alcançou Antioquia, uma importante cidade da Síria dentro do Império Romano? Conhecer esse fato é relevante porque, pela primeira vez, cristãos de Jerusalém levam a mensagem da cruz aos gentios fora das fronteiras de Israel. Com o ingresso do Evangelho na cidade de Antioquia, a igreja dava seu primeiro salto na missão transcultural. Nesta lição, estudaremos sobre como o “Ide” de Jesus é levado a sério por um grupo de cristãos refugiados, vítimas da perseguição que sobreviera a Estêvão em Jerusalém. Esses crentes, mesmo sendo leigos, possuíam uma forte consciência missionária. E, quando perseguidos, não escondiam sua fé, mas a compartilhavam apontando sempre para a cruz de Cristo. Esse é um belo exemplo de fé cristã que deve, não somente nos inspirar, mas, sobretudo, nos levar a agir como eles.
I- UMA IGREJA COM CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA
1- O Evangelho para além da fronteira de Israel.
A perseguição aos cristãos em Jerusalém não os destruiu, mas os impulsionou.
Vejamos os pontos chave:
* A perseguição: Após a morte de Estêvão, os cristãos se dispersaram de Jerusalém.
* A expansão: Essa dispersão fez com que eles levassem o Evangelho para novas áreas, como Fenícia, Chipre e Antioquia.
* O paralelo: Assim como Filipe levou a Palavra a Samaria, muitos crentes anônimos levaram a mensagem Cristo para além das fronteiras de Israel.
A perseguição, em vez de ser um obstáculo, se tornou o catalisador para a expansão do cristianismo, cumprindo o plano de Deus para que o Evangelho alcançasse novos povos, até os confins da terra.
2- Cristãos dispersados, mas conscientes de sua missão.
A atitude missionária dos cristãos primitivos, resume nos seguintes pontos:
* Não se calaram: Os cristãos, mesmo fugindo da perseguição, não esconderam sua fé, mas a anunciaram abertamente.
* A missão em ação: Eles levaram a mensagem do Evangelho a novos lugares, como Fenícia, Chipre e Antioquia, demonstrando a importância de testemunhar onde quer que se esteja.
* Foco na comissão: Agiram dessa forma por estarem cientes da Grande Comissão de Jesus, conforme.
Mateus 28.19.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
E do chamado para serem Suas testemunhas, conforme.
Atos 1.8
⁸ Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.
Isso mostra que a missão é parte central da vida cristã, não é uma opção.
Em essência, esses cristãos exemplificam uma igreja focada na missão, que, em vez de se intimidar, utiliza cada circunstância para proclamar a Palavra.
3- Cristãos leigos, mas capacitados pelo Espírito.
O Poder dos Anônimos. O texto destaca um ponto central e inspirador: o papel dos cristãos "comuns" na expansão do Evangelho.
Não foram os apóstolos ou líderes de renome que fundaram a igreja em Antioquia, uma das cidades mais importantes do Império Romano.
* Foram pessoas comuns, mas “Impactadas”: Lucas mostra que foram "alguns" cristãos anônimos e leigos que levaram a mensagem de Cristo para Antioquia.
* Estavam sendo direcionados pela “Mão do Senhor”: O segredo de seu sucesso não estava em um título ou cargo, mas na capacitação e presença de Deus em suas vidas ("a mão do Senhor era com eles").
* Davam prioridade a ação “Divina”: A história ressalta que o que realmente importa para Deus não é a posição, mas a disposição e a capacitação que Ele mesmo concede para a Sua obra.
II- UMA IGREJA COM VISÃO TRANSCULTURAL
1- A cultura grega (helênica).
O Evangelho Alcança os Gentios em Antioquia: O Evangelho, que antes era pregado principalmente a judeus, começou a ser compartilhado com pessoas que não faziam parte da cultura judaica.
Vejamos os pontos-chave:
* O público: Pela primeira vez, cristãos judeus pregaram a Jesus a "gregos", que eram gentios, ou seja, não-judeus.
* O contexto: Esse público não tinha conhecimento da fé judaica, dos seus costumes ou do seu Deus.
* A mudança: Essa pregação em Antioquia marca a transição da igreja, que deixa de ser um movimento majoritariamente judaico para se tornar uma fé global.
* O cumprimento da missão: A expansão do evangelho para os gentios é o início do cumprimento da ordem de Jesus de levar o Evangelho a "toda criatura", ultrapassando as fronteiras culturais e geográficas.
A pregação aos gregos em Antioquia foi um passo fundamental para que o Evangelho se espalhasse pelo mundo, alcançando pessoas de todas as nações e culturas, assim como Jesus havia prometido.
Marcos 16:15
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
2- Contextualizando a mensagem.
O texto de Atos 11.20 mostra como os primeiros cristãos mudaram sua abordagem para pregar o Evangelho a um novo público: os gentios.
Como os primeiros cristãos adaptaram a sua pregação?
Em vez de focar no Antigo Testamento ou em Jesus como o Messias (conceitos que não faziam sentido para os gentios), eles adaptaram a mensagem.
Eles não mencionaram costumes judaicos, como a circuncisão, e se concentravam em um ponto que ressoava com a cultura da época: a necessidade de se voltar para o único e verdadeiro Senhor.
Essa abordagem eficaz permitiu que a mensagem cristã se espalhasse para diferentes culturas sem perder sua verdade central, mostrando uma adaptação inteligente e contextual da pregação.
III- UMA IGREJA QUE FORMA DISCÍPULOS
1- A base do discipulado.
Um ponto crucial na história da igreja primitiva foi: o crescimento saudável, não baseado em ganhar novos convertidos apenas, mas em discipulá-los.
Vejamos os pontos chave:
* A resposta de Jerusalém: Ao saberem da igreja de Antioquia, os apóstolos enviaram Barnabé, um homem conhecido por sua bondade e plenitude do Espírito Santo.
* O papel de Barnabé: Ele confirmou a graça de Deus na comunidade e os encorajou. No entanto, ele percebeu que o crescimento exigia mais do que o entusiasmo inicial.
* A busca por Saulo: Reconhecendo a necessidade de ensino profundo, Barnabé demonstrou humildade e sabedoria ao procurar Saulo, que mais tarde se tornaria o apóstolo Paulo, para ajudá-lo na missão.
* Evangelização e Discipulado: A parceria entre Barnabé e Saulo por um ano em Antioquia resultou no ensino de "muita gente" (At 11.26). Isso mostra que a evangelização (ganhar almas) deve ser seguida pelo discipulado (ensinar e nutrir a fé).
A história de Barnabé e Saulo em Antioquia serve como um modelo bíblico: o crescimento em número é vital, mas o crescimento em maturidade espiritual é essencial para a saúde e a solidez da igreja.
A evangelização lança a semente, e o discipulado a nutre para que ela floresça e não morra.
2- Denominados de “cristãos”.
Vejamos a evolução da identidade dos seguidores de Jesus ao longo do livro de Atos.
* Diversidade de nomes em Jerusalém: Inicialmente, os cristãos em Jerusalém eram conhecidos por termos que refletiam sua relação interna ou seu status, como "irmãos," "crentes," "discípulos" e "santos."
* Identidade do "Caminho": O nome "O Caminho" se tornou uma forma popular de identificá-los, tanto dentro quanto fora da comunidade cristã. Este termo sugeria que eles seguiam uma nova rota ou modo de vida.
* A transição em Antioquia: O novo nome, "cristãos", surge em Antioquia. Este termo, que significa "pessoas de Cristo," marca uma mudança importante. Ele ressalta a centralidade de Cristo na sua fé. O nome "cristão" os diferenciava dos judeus e, provavelmente, foi usado primeiro pelos não-crentes de forma pejorativa, mas a igreja o adotou como um título de honra.
À medida que o cristianismo se espalhava além de Jerusalém, era necessário um novo nome que comunicasse sua identidade de forma mais clara para o mundo, uma identidade que estivesse diretamente ligada a Jesus Cristo.
3- A identidade cristã.
Ser cristão não é um rótulo, mas uma realidade de vida. O termo, possivelmente usado de forma pejorativa em Antioquia, acabou por descrever a dedicação e o entusiasmo dos seguidores de Jesus.
A Bíblia define um cristão como:
Alguém que crê em Jesus.
Alguém que se afasta do pecado.
Alguém que aceita a salvação como um presente da graça de Deus.
É a fé, a vida e as atitudes que definem um verdadeiro seguidor de Cristo.
Menção do nome “cristão” Atos 26:28
E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!
Menção do nome “cristão” 1 Pedro 4:16
mas, se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte.
CONCLUSÃO
Aprendemos como a providência de Deus faz com que o Evangelho chegue, por meio da Igreja, a povos ainda não alcançados. O que se destaca não é uma metodologia sofisticada de evangelismo, mas a graça de Deus, que capacita pessoas simples e anônimas a realizarem a sua obra. Quem deseja fazer, Deus capacita. Ninguém jamais terá tudo de que precisa para cumprir a obra de Deus; no entanto, se Deus tiver tudo de nós, Ele nos habilitará a realizá-la.
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Revista: 3° Trimestre De 2025 TEMA: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseg...
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