TEMA: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições.
Objetivos da Lição:
I) Compreender como o amor se manifesta na comunhão cristã, promovendo a unidade e o crescimento da igreja;
II) Reconhecer a graça de Deus como a fonte do amor cristão;
III) Incentivar a prática da solidariedade cristã como expressão do amor.
Palavra-Chave: AMOR
TEXTO ÁUREO
“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.” (At 4.32)
VERDADE PRÁTICA
O amor é o elo que mantém a unidade da igreja local. Sem o amor, não existe relacionamento cristão saudável.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 4.32-37
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos como o amor de Deus se manifesta numa igreja genuinamente cristã. Ele capacita a igreja a enxergar os mais necessitados e a buscar caminhos para que suas carências sejam atendidas. Esse amor, contudo, não é um mero sentimento humano. Em vez disso, ele é a expressão máxima da graça de Deus que foi derramada abundantemente nos corações daqueles que creem em Jesus. Somente através do amor de Deus o cristão aprende a ser solidário e generoso com aqueles que precisam ter suas necessidades supridas.
I- O AMOR MANIFESTADO NA COMUNHÃO CRISTÃ
1- O crescimento da Igreja Cristã.
Atos 4:32
E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
A Igreja que havia começado com 120 discípulos, agora é uma grande multidão.
Os desafios encontrados em uma igreja pequena, são os mesmos em uma igreja maior, o que muda são as proporções, por isso os propósitos devem ser bem definidos.
2- Os desafios do crescimento.
Vejamos, Atos 6:7
E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
Como essa igreja, que até pouco tempo não passava de um pequeno número, se comportaria com o novo formato adquirido?
Somente através do amor cristão a igreja pode manter-se unida.
Ela manteria a unidade em meio à complexidade?
Somente o amor poderia manter o elo fraterno entre os crentes.
Mas quem dá sustentação a esse amor é o Espírito Santo.
Vejamos, Romanos 5:5
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Quando uma igreja se fragmenta e se divide, isso significa que o egoísmo tomou o lugar do amor em algum ponto.
3- A vida interior.
O Espírito Santo revestiu os crentes de poder para evangelizar, cumprindo a missão proposta e também para se manterem unidos. Sem o Espírito Santo não conseguiriam.
Vejamos, Atos 1:8 (Revestimento de poder)
Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.
Vejamos, Atos 4.32 (União interior)
E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
II- O AMOR COMO MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA
1- A graça como manifestação do Espírito.
Atos 4.33
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
O melhor ambiente para a manifestação dos dons do Espírito é em uma igreja onde o amor de Deus está presente.
Como é possível tornar realidade a manifestação do Espírito Santo na igreja?
Quando houver comunhão.
Quando houver amor
Quando houver perdão.
Vejamos, Mateus 6:14,15
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
2- A graça como favor imerecido.
Há ainda um outro aspecto da graça de Deus revelada neste texto: “em todos eles havia abundante graça” (At 4.33-E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.)
Uma igreja dinâmica, que demonstra amor para com seu próximo e na qual o Espírito Santo se manifesta de forma abundante, é uma igreja que reflete a graça de Deus.
O apóstolo Paulo dá um testemunho da graça em sua vida.
Vejamos, 1 Coríntios 15:10
Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
Somente a graça gera tamanho sentimento de gratidão.
III- A MANIFESTAÇÃO DO AMOR NA SOLIDARIEDADE CRISTÃ
1- A busca pela equidade.
O Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa conceitua “equidade” como a “disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um”. Assim, diferentemente da igualdade, a equidade não enxerga as pessoas como sendo todas iguais e, por isso, busca formas de ajustar o desequilíbrio entre elas.
Logo, a igreja demonstrou ser sensível a essa realidade, procurando tratar dessa situação, sendo solidária com a situação dos menos favorecidos.
Vejamos, Atos 4.34
Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos.
2- Propriedade e compartilhamento.
A igreja de Jerusalém vivia uma comunidade de compartilhamento, não de domínio.
Os crentes mantinham a propriedade de seus bens, mas os disponibilizavam conforme a necessidade de cada um.
Vejamos testemunho de Maria, mãe de João Marcos. Ela também pertencia à igreja de Jerusalém e em vez de vender sua casa, a pôs a serviço da igreja, transformando-a em uma casa de oração onde a igreja se reunia.
Vejamos, Atos 12:12
E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.
A prática da generosidade pode mudar de acordo com o tempo, lugar e circunstâncias; contudo, o princípio que a governa permanece o mesmo.
3- Um exemplo da voluntariedade.
Lucas destaca que “os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos” (At 4.34-Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos.).
Vejamos, Atos 4.35-37
E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação), levita, natural de Chipre,
possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos.
O critão que exerce a voluntariedade, não cobra, não requer nada em troca, não deseja aplausos. O povo da igreja de Jerusalém, deseja ver todos bem, servindo com alegria.
Havia uma consciência de pertencimento e, por isso, ninguém deseja ver o outro excluído.
CONCLUSÃO
Chegamos à conclusão de mais uma lição bíblica. Vimos como o amor de Deus, derramado nos corações da Primeira Igreja, mobilizou os crentes a socorrer os mais necessitados. Isso aconteceu de forma voluntária quando cada um, de acordo com suas posses, se prontificava a dar do que lhe pertencia. Não há igreja cristã verdadeira sem essa identificação com o outro. Ninguém pode fechar os olhos diante da necessidade alheia e se autointitula de cristão. O verdadeiro amor se realiza no atendimento da necessidade do próximo.
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