TEMA: A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
Palavra-Chave: Perseguição
Essa palavra latina era composta por dois elementos:
per-: um prefixo com a ideia de "totalmente", "completamente", "sem cessar" ou "até o fim".
sequor, -qui: o verbo que significa "seguir".
Juntando esses elementos, o sentido etimológico de perseguição é "seguir até conseguir", "seguir sem cessar" ou "ir no encalço de".
Com o tempo, o sentido da palavra evoluiu de um simples "seguir" para a ideia de um "seguir" com a intenção de causar mal, atormentar, importunar ou prejudicar. É por isso que, hoje, perseguição também se refere a atos de intolerância, hostilidade ou assédio contra um indivíduo ou grupo.
Objetivos da Lição:
I) Explicar os motivos e as esferas da perseguição enfrentada pela Igreja Primitiva;
II) Demonstrar como Deus protegeu sua Igreja através de livramentos e da intercessão;
III) Encorajar os alunos a permanecerem firmes na fé, mesmo diante das adversidades.
TEXTO ÁUREO
“Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5.29)
VERDADE PRÁTICA
Em relação à verdadeira Igreja Cristã há duas verdades inegáveis:
1) a Igreja será perseguida;
2) Deus a protegerá.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 5.25-32; Atos 12.1-5
INTRODUÇÃO
Desde o seu início, a Igreja enfrenta oposição e perseguição. Por sua própria natureza, a fé cristã atrai sobre si a rejeição e a perseguição. Isso porque a fé cristã, por defender princípios exclusivos, muitas vezes se choca com os valores seculares e mundanos. Foi assim no primeiro século e é assim ainda hoje. Contudo, devemos destacar que a igreja não está sozinha nem abandonada no mundo. Deus é o seu dono e, portanto, o seu protetor. Vemos ao longo da história da Igreja o Senhor agindo de diferentes formas para dar livramento e vitória a seu povo. Assim, nesta lição, veremos como Deus faz isso capacitando e empoderando o seu povo para viver no meio de um mundo hostil.
I- A IGREJA PERSEGUIDA
1- Os perseguidores.
Texto bíblico, Atos 5:17,24.
E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,
Então, o capitão do templo e os principais dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.
Na Bíblia, vemos que as autoridades religiosas da época dos apóstolos começaram a se opor à Igreja.
Quem eram estes opositores do evangelho?
Os anciãos: Eram líderes judaicos influentes, representando tanto aspectos religiosos quanto políticos, mas sem exercer funções sacerdotais no Templo.
Os sacerdotes: A função dos sacerdotes era central na vida religiosa e social de Israel, e sua autoridade era considerável. A principal responsabilidade deles era servir como mediadores entre Deus e o povo.
O Sumo Sacerdote: Era o líder máximo do sacerdócio. Sua função, mais solene e exclusiva, era entrar no "Santo dos Santos" (a parte mais sagrada do Templo) uma vez por ano, no Dia da Expiação, para oferecer sacrifícios pelos pecados de toda a nação.
Os saduceus: Os saduceus eram um grupo muito influente, com grande poder político e religioso.
O capitão do templo: Era um sacerdote de nível inferior, mas que tinha autoridade policial dentro do Templo.
Esses grupos, cada um com sua influência, viram a Igreja como uma ameaça e fizeram de tudo para impedir a pregação do Evangelho.
2- Esferas da perseguição.
Quais eram as esferas de perseguição dos judeus contra os cristãos?
Se dava em duas esferas: a religiosa e a política.
Esfera Religiosa: Enquanto a Igreja crescia, o velho judaísmo farisaico regredia. A inveja, portanto, provocou a ira desses líderes. O testemunho de fé, fazia os números de cristãos crescer continuamente.
Atos 5:14
E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais,
Esfera política: O rei Herodes, um dos governantes que representava o império Romano na Judéia, mandou executar Tiago e prender o apóstolo Pedro com a mesma intenção. Sabendo que Pedro era um líder de destaque entre os apóstolos, queria com isso aumentar o seu capital político perante os judeus que se opunham à Igreja
Atos 12:1-3
Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja para os maltratar;
e matou à espada Tiago, irmão de João.
E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos.
3- A Igreja enfrentará oposição.
A Igreja sempre enfrentará opositores, de um jeito ou de outro. Porque?
Porque o Cristianismo bíblico acolhe a todos, não faz acepção.
Porque o Cristianismo bíblico estabelece princípios para quem deseja segui-lo.
Quais os argumentos da oposição?
Que o Cristianismo bíblico é antiquado.
Que o Cristianismo bíblico é preconceituoso.
Que o Cristianismo bíblico é indesejável porque aprisiona.
A perseguição pode mudar conforme o tempo e o lugar, mas seu objetivo continua o mesmo: silenciar a voz da Igreja.
Atos 5:29
Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.
II- A IGREJA PROTEGIDA
1- Um anjo de Deus.
A igreja não era apenas perseguida, mas também era protegida!
Proteção celestial: A igreja contou com a presença de anjos, seres de natureza totalmente sobrenatural.
Várias vezes anjos foram ordenados a comparecer em auxílio a igreja, vejamos,
Na libertação de Pedro (Atos 12:7)
Na missão de Filipe (Atos 8:26)
Em missão na casa de Cornélio (Atos 10:3)
No livramento de Paulo em alto mar (Atos 27:23,24)
Portanto, a Bíblia diz que os anjos estão a serviço daqueles que vão herdar a salvação.
Hebreus 1.14
Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
2- A intercessão da Igreja.
Atos 12.5 diz que a Igreja “fazia contínua oração” por Pedro.
O mesmo texto bíblico que mostra um anjo no cenário da libertação de Pedro também revela a Igreja como um agente ativo nessa libertação.
A igreja vendo a perseguição aumentar em todas as esferas, qual foi a sua saída?
A saída para igreja, foi a oração. Quanto mais perseguição, mais oração, embora Deus tivesse o controle e o poder em suas mãos, o clamor da igreja foi fundamental para a ações sobrenaturais, como a vinda de anjos.
A morte de Tiago, irmão de João, é a prova de como a perseguição era uma realidade e crescia a cada dia, fazendo a igreja desanimar! Não! Fazendo a igreja orar ainda mais.
III- A IGREJA DESTEMIDA
1- Testemunho com poder.
O Espírito Santo é a fonte de poder da Igreja. Sem o Espírito Santo a Igreja perde o seu testemunho e se torna inoperante.
Mesmo com o crescimento das perseguições que teve seu início com o milagre operado na vida daquele aleijado na porta formosa do templo, os apóstolos não cessavam de dar testemunho com poder.
Podemos compreender que existem dois tipos de testemunho.
O testemunho: Onde a pessoa conta o que viu, dando testemunho do que havia presenciado, ouvido, estando no local onde aconteceu a ocorrência. Esse testemunho pode ser forjado, pode ser falso, poder ser comprado.
O testemunho com poder: Esse testemunho, é verdadeiro, é falar do que o Espírito Santo lhe permite falar, lhe orienta a falar, o homem que dá esse tipo de testemunho, é capacitado pelo poder do alto, não tem como errar, não há dúvidas.
Atos 5:25
E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão em pé no templo e ensinam ao povo.
2- Convictos de sua fé.
Lucas registra a ousadia do testemunho de Pedro.
Atos 5.29
Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.
A convicção da Igreja era tão ousada que não havia espaço para negociação.
A igreja Primitiva não negociava a sua fé, mesmo que isso lhe custasse a vida.
A igreja Primitiva defendia de forma consciente aquilo que acreditava, fazendo parte de sua natureza.
Portanto, quando a sociedade e a política agem de forma arbitrária, tentando ferir as convicções inegociáveis da igreja, ela se opõe de forma a defender seus valores, seu testemunho e sua fé.
João 14:6
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
CONCLUSÃO
Vimos como uma igreja capacitada pelo Espírito enfrenta perseguições. O cristão, portanto, não deve se assustar com elas. No contexto do Cristianismo Bíblico essa é a regra, não a exceção. Ninguém gosta de ser perseguido; contudo, as Escrituras nos previnem a respeito da realidade da perseguição na jornada cristã (Jo 16.33). Isso não significa que o sofrimento deve ser um alvo a ser alcançado, mas que devemos estar conscientes de que não podemos evitá-lo. Portanto, o nosso foco deve estar em Deus, pois Ele é quem pode nos guardar e capacitar no meio do sofrimento.
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