quinta-feira, 29 de maio de 2025

Lição 08: Uma lição de humildade | 2° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo.

Classe: Adultos

Revista, 2° Trimestre De 2025

TEMA: E o Verbo se Fez Carne – Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor 

Comentarista: Elienai Cabral


Palavra-Chave: Humildade


A palavra humildade, tem uma origem rica e interessante, ligada à própria terra. Sua etimologia remonta ao latim "Humilitas" que significa qualidade de ser humilde ou modéstia.

A humildade nos leva a uma compreensão que vai além da simples modéstia, abraçando a ideia de conexão com a realidade, receptividade ao aprendizado e reconhecimento da nossa origem comum.


TEXTO ÁUREO

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13.15)


VERDADE PRÁTICA

A submissão e o serviço são características de maturidade e grandeza no percurso do crescimento espiritual do cristão.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 13.1-10
1- Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
2- E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que O traísse,
3- Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus,
4- levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se.
5- Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxuga-los com a toalha com que estava cingido.
6- Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?
7- Respondeu Jesus e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois.
8- Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.
9- Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.
10- Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.


INTRODUÇÃO

Nesta lição, iremos analisar a narrativa do capítulo 13 do Evangelho de João. Este episódio bíblico retrata o ato de Jesus conhecido como “Lava-Pés”, onde Ele ensina, através do seu a relevância da humildade para aqueles que o seguem. Este capítulo oferece-nos uma valiosa lição sobre a humildade na vida cristã. A partir do exemplo de Jesus, somos convidados a servir o próximo de forma humilde.


Objetivos da Lição:
I) Abordar o exemplo prático e histórico de humildade dado por Cristo;
II) Correlacionar a humildade com o autoconhecimento;
III) Promover contraste entre humildade e ostentação.


I- UMA HISTÓRIA REAL SOBRE A HUMILDADE

1- O lava-pés. 

Nesta passagem do Evangelho segundo João, Jesus utilizou o exemplo de um servo da casa para transmitir uma lição sobre a humildade dentro do Reino de Deus.


  • Contexto Pascal e Ato Profético: Situado imediatamente antes da Páscoa (João 13.1), o ato de Jesus ganha ressonância, prenunciando a libertação do pecado através de seu sacrifício. A Última Ceia, transcende a celebração judaica, tornando-se a instituição da Santa Ceia, um memorial da redenção.

  • Quebra de Paradigmas: Jesus, o Mestre e Senhor, assume o papel de um servo. Essa ação deliberada desafia as noções de poder e status dentro do Reino de Deus, onde a grandeza é medida pelo serviço.

  • Humildade, Fundamento do Reino: Ao lavar os pés dos discípulos, uma tarefa considerada servil, Jesus não apenas demonstra humildade, mas a estabelece como uma virtude essencial para seus seguidores. É uma disposição ativa de servir e colocar as necessidades dos outros acima das próprias.

  • Lição para a Igreja Vindoura: A humildade, manifesta no serviço mútuo e na abnegação, torna-se um motor para o crescimento do Reino de Deus no mundo.

  • Significado Sacramental: A ação de lavar os pés, pode ser interpretada como um símbolo da purificação e do serviço que os crentes devem oferecer uns aos outros, refletindo o amor sacrificial de Cristo.

2- O desenvolvimento da história. 

No capítulo 13, o Mestre tomou uma bacia com água e uma toalha, levantou as pontas das suas vestes e atou-as à cintura.


  • Humilhação Divina: O ato de Jesus de cingir-se e lavar os pés dos discípulos demonstra uma profunda humildade. O Mestre, sendo Deus encarnado, assume o papel de um servo.

  • Quebra de Expectativas Culturais: Na cultura da época, lavar os pés era uma tarefa reservada aos servos mais humildes. Jesus ensina sobre a importância de servir uns aos outros, independentemente de posição ou status.

  • Símbolo de Purificação e Serviço: O "Lava-Pés" transcende um mero ato de higiene. Teologicamente, simboliza a purificação do pecado e a necessidade contínua de sermos "lavados" pela graça de Deus.

  • Lição de Liderança Servidora: A atitude de Jesus serve como um modelo de liderança radicalmente diferente. Em vez de buscar poder e exaltação, o verdadeiro líder, à semelhança de Cristo, se dispõe a servir e cuidar das necessidades dos outros.

  • Contexto da Última Ceia: O fato de não haver um servo disponível na casa onde a Ceia seria realizada. Ele toma a iniciativa de realizar o serviço, demonstrando proatividade e amor prático pelos seus seguidores.

3- A mudança de paradigma. 

O ensino de Jesus através do Lava-Pés é o caminho trilhado com humildade para o Reino de Deus (Jo 13.2,4).


  • Novo Ensino: Após a celebração da Ceia, um evento tradicional e único, Jesus surpreende seus discípulos com um novo método de ensino: o Lava-Pés.

  • Grandeza Espiritual: O ato de lavar os pés revela que a humildade constitui a autêntica grandeza espiritual para aqueles que seguem o Evangelho.

  • Um Gesto Simples com Significado Profundo: Jesus utiliza uma prática comum para ilustrar a importância e a aplicação da humildade na vida dos seus seguidores.

  • Prática de Valores: O texto enfatiza que a efetividade do Cristianismo e a concretização do propósito do Reino dependem da prática dos valores ensinados por Jesus.

  • O Exemplo Divino: O próprio Jesus, manso e humilde de coração (Mateus 11:29), oferece o exemplo supremo dessa virtude.

II- HUMILDADE IMPLICA AUTOCONHECIMENTO

1- Conhecendo a própria natureza. 

Jesus tinha plena consciência de quem era, entendia o seu papel e a sua relevância como Senhor e Mestre: “Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus” (Jo 13.3).

  • Inversão Deliberada de Papéis: Mesmo ciente de sua posição de Senhor, Jesus voluntariamente assume a postura de servo. Esse ato não foi uma abdicação de sua divindade, mas uma demonstração prática e pedagógica da importância da humildade para seus discípulos.

  • A Dificuldade Humana com a Submissão: O texto reconhece a natureza humana corrompida pelo pecado, que dificulta a submissão e a humildade. A tendência natural é buscar superioridade em vez de servir.

  • Jesus, Modelo e Mandamento: A ação de Jesus ("Eu vos dei o exemplo" - Jo 13.15) não é apenas uma ilustração, mas um mandamento implícito para que seus seguidores cultivem a humildade em suas relações. Ele se torna o padrão na busca por uma vida cristã autêntica

2- O exemplo deixado por Jesus. 

Pense no Verbo Divino, repleto de glória e poder, que abdica da sua majestade para vivenciar a experiência humana.


Considerando o Verbo Divino e a Teologia da Encarnação podemos analisar que:

  • A Majestade que se Humilha: O Verbo Divino, pleno de glória e poder, voluntariamente renunciou à sua majestade celestial para experimentar plenamente a condição humana.

  • A Obediência: A motivação central de Jesus, enquanto Verbo encarnado, era a obediência à vontade do Pai, conforme expresso em João 5:30.

  • União, entre o Divino e a Humanidade: Através da encarnação, o Verbo Divino se fez carne, unindo-se intrinsecamente à nossa humanidade.

O Lava-pés à Luz da Encarnação:

  • Implicação para o Serviço: O exemplo do lava-pés, considerando a identidade de quem o praticou, Jesus, deveria tornar o serviço ao próximo e a submissão à liderança fraterna em atitudes mais acessíveis.

  • Desvio da Vontade Própria: A encarnação nos convida a desviar nossa própria vontade em favor da vontade divina, seguindo o exemplo de Cristo.

O Desafio da Natureza Pecaminosa e o Apelo Paulino:

  • Resistência resultante do nosso estado: A nossa natureza pecaminosa inerente dificulta a prática genuína do serviço e o cultivo da humildade.

  • Exortação à Semelhança de Cristo: O apóstolo Paulo, em Filipenses 2:5-6, nos exorta a ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, mesmo sendo Deus, não considerou sua igualdade como algo a ser usurpado. O exemplo de Cristo, serve como modelo para alcançarmos a verdadeira grandeza através do serviço e da humildade.

3- O maior no Reino de Deus. 

O nosso Senhor percebia que existiam momentos em que os seus discípulos se preocupavam com quem seria considerado o maior.


  • A Preocupação Humana: Os discípulos de Jesus demonstravam uma preocupação terrena, refletindo uma busca por reconhecimento e poder (Lc 22.25).

  • Modelo de Humildade Divina: Jesus, apesar de sua natureza divina e igualdade com Deus (Fp 2.6 - implícito em Fp 2.5), não se apegou a essa prerrogativa, mas humilhou-se, oferecendo-se como modelo de serviço.

  • Princípios Invertidos: No Reino de Deus, a lógica do mundo é invertida: a verdadeira grandeza reside em servir, e não ser servido. (Lc 22.26-27).

  • Comunidade da Fé: Após a partida de Jesus, esse princípio deveria moldar as relações dentro da comunidade cristã, onde a busca por servir uns aos outros em humildade seria a marca da verdadeira liderança e membresia.

João 13:7 -  Respondeu Jesus e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois.


III- HUMILDADE X OSTENTAÇÃO

1- Uma competição silenciosa. 

Jesus estava ciente de que, entre os seus discípulos, existia uma competição discreta em busca de proeminência e liderança.

  • Proeminência Futura: A ambição dos discípulos se manifestava em suas especulações sobre a hierarquia dentro do futuro reino de Jesus. Eles ansiavam por posições de destaque ao lado do Mestre.

  • Reprovação a Competitividade: Jesus demonstra claramente que essa mentalidade de rivalidade e busca por superioridade não deve caracterizar seus seguidores. O espírito do mundo, focado em poder e status, é antitético aos valores do Reino de Deus.
    Liderança Servidora: A implicação teológica é que a verdadeira liderança no contexto do seguimento a Jesus se fundamenta no serviço e na humildade, e não na busca por exaltação pessoal. 

2- O caminho humilde de Jesus. 

Através do episódio do lava-pés, nosso Senhor revelou que o caminho dos seus discípulos não se alicerça no sucesso material, na notoriedade ou na ambição, mas sim na capacidade de servir o próximo de maneira humilde.


  • O Caminho do Discípulo: Através do lava-pés, Jesus demonstra que a essência do discipulado reside no serviço humilde ao próximo, em contraste com valores mundanos de sucesso material e ambição.

  • Dinâmica Mundana: A Igreja de Cristo, fundamentada no exemplo do lava-pés, se opõe à ostentação e à presunção, características do sistema do mundo.

  • Marca da Igreja: O serviço amoroso e humilde deve ser um traço distintivo da verdadeira Igreja de Cristo.

  • Valores Mundanos: A prática do serviço, exemplificada por Jesus, implica na ausência de disputas por poder, fama e o abandono da ambição dentro da comunidade cristã.

3- Um convite à humildade. 

A lição do lava-pés é um apelo para vivermos uma existência de humildade diante de Deus em todas as circunstâncias da vida.


  • O Convite de Cristo: A vida e os ensinamentos de Jesus em Mateus 11:29 nos convidam a aprender com Ele sobre a essência da mansidão e da humildade.

Mateus 11:29

²⁹ Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 


  • Coração Humilde: Jesus nos chama a desenvolver um coração que se afasta das ciladas da ambição, da ostentação e do egoísmo, buscando uma postura interior de modéstia e simplicidade.

  • Convocação de Cristo: Somos convocados a internalizar e praticar os mesmos sentimentos que moldaram a vida e o ministério terreno de Jesus, conforme descrito em Filipenses.

Filipenses 2:5-8.

⁵ De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

⁶ Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,

⁷ Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

⁸ E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. 


CONCLUSÃO

Nesta lição, abordamos a relevância da virtude da humildade para um melhor autoconhecimento. Deste modo, começamos a perceber os nossos limites e aquilo que nos diz respeito ou não. Compreendemos que a humildade se opõe a uma cultura de ostentação, à busca desenfreada pela fama e a outros objetivos que nada têm a ver com a simplicidade do Evangelho. Dessa forma, podemos seguir o caminho humilde do nosso Senhor.


segunda-feira, 19 de maio de 2025

Lição 07: “Eu sou a ressurreição e a vida” | 2° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo.

 Palavra-Chave: Vida.

Uma vida plena, uma vida que transcende a física, vida eterna, espiritual.

O milagre da ressurreição operada por Jesus na vida de Lázaro, revela o que depois aconteceria com Ele próprio, vencendo a morte.

Este milagre revela que o poder de Jesus sobre a morte é para o presente e futuro, nos dando uma viva esperança!


TEXTO ÁUREO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” (Jo 11.25)


VERDADE PRÁTICA

O Senhor Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, e por essa razão, temos a garantia de que um dia teremos um corpo glorioso como o dEle.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 11.14, 15, 17-21, 23-27


INTRODUÇÃO

O encontro de Jesus com Marta, ao chegar a Betânia, revela aspectos especiais que poderão edificar a nossa vida espiritual por meio do estudo da Palavra de Deus. Nesta lição, iremos refletir sobre o propósito de Jesus ao realizar o milagre da ressurreição de Lázaro. Iremos também nos aprofundar no diálogo entre Jesus e Marta sobre a ressurreição do seu irmão e, além disso, a partir do milagre de Lázaro, vamos examinar a doutrina fundamental da Ressurreição do Corpo, tal como é ensinada por Jesus e todo o Novo Testamento.


Perguntas.

1-Marta e Maria perderam a fé com a morte de seu irmão Lázaro?

Resposta: Elas não perderam a fé, vemos Marta afirmando ao Senhor!

João 11:21,22; 27

21 Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 

22 Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.

27 Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.


2-O milagre de “Ressurreição” é apresentado em quantos evangelhos?

Resposta: É apresentado nos quatro evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João! Porém cada autor aplica uma abordagem diferente a sua interpretação. 


I- O PROPÓSITO DE JESUS

1- Recebimento da notícia sobre Lázaro. 

Vejamos, João 11:6 

Quando ouviu, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. 


“Nos Evangelhos, Jesus realizou diversos milagres de ressurreição”.


Quantos milagres de ressurreição operados por Jesus são apresentados em todos os evangelhos?

Ao todo são apresentados três milagres de ressurreição operados por Jesus, mas não são apresentados em todos os evangelhos. 


  • A ressurreição da filha de Jairo é apresentada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas (Mt. 9:18-26; Mc 5.24-43; Lc. 8:40-56).

  • A ressurreição do filho da viúva de Naim, é apresentada somente no evangelho de Lucas (Lc 7.11-17).

  • A ressurreição de Lázaro, é apresentada somente no evangelho de João (João 11:1-45).  


O milagre da ressurreição de Lázaro, é o último dos sete sinais (milagres) encontrados no Evangelho de João e representa a manifestação final de Jesus como Filho de Deus antes da sua crucificação.

É chamado de os “Sinais de João”, com o propósito de demonstrar a divindade de Jesus e levar as pessoas a crerem nele.


  1. A transformação da água em vinho em Caná da Galileia (João 2:1-11):

  2. A cura do filho de um oficial do rei em Cafarnaum (João 4:46-54): 

  3. A cura do paralítico no tanque de Betesda em Jerusalém (João 5:1-15): 

  4. A multiplicação dos pães e peixes perto do Mar da Galileia (João 6:1-14):

  5. Jesus andando sobre as águas no Mar da Galileia (João 6:16-21): 

  6. A cura do cego de nascença em Jerusalém (João 9:1-41):

  7. A ressurreição de Lázaro em Betânia (João 11:1-45):

2- O desapontamento de Maria e Marta. 

Vejamos, João 11:3-5

Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.

Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. 


  • Devido ao carinho e à amizade que nosso Senhor tinha pela família de Betânia, pois Ele os amava, elas desejavam ardentemente que Jesus chegasse rapidamente.


  • É fundamental destacar que a vontade soberana de Deus não está sujeita às circunstâncias humanas.


Aplicação do assunto: Soberania.


3- O tempo divino. 

Maria e Marta acreditavam que, se Jesus estivesse em Betânia, Ele poderia realizar um milagre na vida de Lázaro.


Desilusão e tristeza.

É uma experiência que enfrentamos todos os dias de nossa vida, por muitas situações diversas. Porém isso não pode servir de base para circunstanciar o esfriamento a devoção a Deus.


João 16:33

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. 


O que Maria e Marta vivenciaram?

  • Vivenciaram a espera.

  • Vivenciaram a perda do ente querido.

  • Vivenciaram a ausência temporária de Jesus.

  • Vivenciaram a chegada aparentemente tardia do Senhor.


Aplicação do assunto: Expectativas.


II- O ENCONTRO DE MARTA COM JESUS

1- O encontro. 

Vejamos João 11:20

Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. 


Viver entre a promessa do Senhor Jesus e as circunstâncias da vida é um grande desafio para a fé.


Hebreus 11:1

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. 


Quais foram as expressões de Marta ao se encontrar com Jesus?

  • Ouvindo, pois, Marta viu que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; (João 11:20).


  • Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. (João 11:21).


A tristeza e a decepção nos fazem perder a visão.

Marta, estava nessa condição, exigindo de Jesus uma explicação, do porquê ter vindo tarde demais.



Verso retirado.

2- Quando Lázaro ressuscitará? 

Vejamos, João 11:22,23

Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.

Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. 


O diálogo entre Marta e Jesus revela que ela cria na doutrina da ressurreição dos mortos, tal como era ensinado no Judaísmo: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia” (Jo 11.24).


Vejamos alguns livros que apresentam essa doutrina.

  • Isaías 26:19

Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. 


  • Daniel 12:2

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. 


Enquanto Marta apresentava uma doutrina defendida pelos fariseus, embora correta e verdadeira, nosso Senhor revelou a doutrina da ressurreição associada à sua própria pessoa ao trazer Lázaro de volta à vida de maneira concreta. 


Aplicação do assunto: Acreditar


3- Promessa de vida. 


São apresentadas duas lições na resposta de Jesus a Marta.


  • Primeiro (Ressurreição e Vida), mostra a soberania do Filho sobre a morte e a vida. Ele coloca-se como fonte de toda vida, tanto no plano material quanto espiritual. 

João 11:25

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;


  • Segundo (Nunca irá morrer), aqueles que creem em Cristo recebem uma abundância de vida, Jesus oferece plenitude da vida em todos os sentidos, tanto material quanto espiritual, “Eternidade”.

João 11:26

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto? 


Aplicação do assunto: Verdade.


III- A DOUTRINA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO DO CORPO

1- A Ressurreição do Corpo. 


A doutrina da “Ressurreição do Corpo” é um elemento essencial do Cristianismo Bíblico.

Vejamos, João 5:28,29

Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação. 


Se não crermos na doutrina da ressurreição, é vã a fé que professamos, porque faz parte base do cristianismo.

1 Coríntios 15:13-18

E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.

E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.

Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. 


O apóstolo Paulo refere-se à mesma ressurreição que abrange todos os mortos, justos e injustos.


  • Os Justos. (ressuscitarão quando a trombeta tocar durante o Arrebatamento da Igreja; os mortos voltarão à vida e seus corpos serão gloriosamente transformados junto com os justos)

1 Tessalonicenses 4:14

Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 


  • Os injustos. (ressuscitarão no Juízo Final e receberão um corpo inglório destinado à condenação eterna)

2 Tessalonicenses 1:8,9

Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder, 


2- Da morte para a vida. 

A expressão “nunca morrerá”, nos indica o que?

  • Indica que embora o salvo em Cristo experimente a morte física, nunca enfrentará a morte espiritual.

  • O nosso Senhor fala de algo que vai além da compreensão humana e distingue entre vida natural e vida eterna.

João 11:26

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?


Para o crente a morte não representa um fim sem esperança.

  • Representa uma transição para vida eterna.

João 11:25 

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;


“Diz respeito ao início de uma nova realidade e natureza espiritual”.


Aplicação do assunto: Vida Eterna.


3- Uma viva esperança. 


Nesta passagem do capítulo 11, João revela a Jesus que mesmo sendo Deus encarnado, não estava apático aos sentimentos dos seres humanos.

  • Ele sentiu compaixão. 

  • Ele sentiu a dor, então chorou.

  • Ele sentiu a preocupação de Marta e Maria.

  • Ele sentiu as dores causadas pela morte.


Para os cristãos a declaração de Jesus no verso “43-Lázaro, vem para fora”, mostra o que?

  • Primeiro: Revela aquilo que o Deus Todo-Poderoso realizará na vida de todos aqueles que morreram em Cristo.


  • Segundo: Ao ressuscitar Lázaro, Ele evidencia concretamente que também ressuscitará dentre os mortos aqueles que foram salvos.


  • Terceiro: Ao ressuscitar Lázaro, Jesus exemplifica aquilo que logo seria a sua realidade ao enfrentar o calvário, dando a certeza que iria ressuscitar dos mortos.


Mateus 28:5,6

Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.

Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. 


CONCLUSÃO

Esta lição explorou o diálogo entre Jesus e Marta, onde se manifestaram as dúvidas da irmã de Maria juntamente com as questões referentes à doutrina da Ressurreição do Corpo. O milagre realizado na ressurreição de Lázaro ilustra uma verdade muito mais ampla e profunda: haverá um tempo em que aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão e terão seus corpos gloriosamente transformados. Esta doutrina pode ser ilustrada por meio do episódio da ressurreição de Lázaro.


Lição 1: O chamado para os Gentios - EBD