sexta-feira, 20 de junho de 2025

Lição 11: A Intercessão de Jesus pelos discípulos | 2° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo

 TEXTO ÁUREO

“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo 17.3)


VERDADE PRÁTICA

A oração que Jesus fez ao Pai em favor de si próprio, dos seus discípulos e da sua Igreja ressoa ainda nos dias atuais.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 17.1-3,11-17

1 – Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse:?Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,
2 – assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
3 – E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
11 – E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
12 – Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.
13 – Mas, agora, vou para ti e digo isto ao mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
14 – Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
15 – Não peço que tires do mundo, mas que os livre do mal.
16 – Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
17 – Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.


INTRODUÇÃO

Na presente lição, iremos explorar João 17. Este capítulo descreve a oração mais significativa que o nosso Senhor fez em benefício de si mesmo, ou seja, a sua glorificação, bem como a dos seus discípulos e dos cristãos que viriam a crer num futuro próximo. A oração sacerdotal de Jesus é uma importante lição sobre a unidade do povo de Deus no seu Reino e o propósito de promover o Evangelho de Jesus no mundo.


Objetivos da Lição:
I) Meditar sobre a oração de Jesus pela sua glorificação, que se refere à sua missão redentora;
II) Examinar a oração pelos discípulos para que sejam protegidos e santificados;
III) Mostrar a oração por aqueles que futuramente creiam, evidenciando sua perspectiva eterna e inclusiva sobre o Reino de Deus.

I- A ORAÇÃO DE JESUS E SUA GLORIFICAÇÃO

1- A oração de Jesus. 

Em João 17, encontramos uma das orações mais significativas de Jesus, frequentemente chamada de "A Oração Sacerdotal", "A Oração Intercessora" ou "A Oração da Consagração", é dividida em três partes distintas, onde Jesus ora:

Por Si Mesmo (João 17.1-8)

Jesus ora sobre a glorificação do Pai e do Filho, e sobre a consumação de sua obra terrena. Ele reflete sobre a autoridade que lhe foi dada para conceder a vida eterna, que consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo.

Pelos Seus Discípulos (João 17.9-19)

Jesus intercede por seus discípulos presentes. Ele pede ao Pai que os guarde do mal, os santifique na verdade (que é a Palavra de Deus) e os proteja no mundo, sem tirá-los dele. 

Pela Igreja Futura (João 17.20-26)

Jesus amplia sua oração para incluir todos aqueles que creiam Nele por meio da palavra dos discípulos. O foco principal aqui é a unidade da Igreja, assim como Jesus e o Pai são um, a fim de que o mundo creia. Ele também expressa o desejo que a Igreja esteja com Ele e contemple a Sua glória.

2- A oração de Jesus pela sua glorificação. 

Na oração de Jesus por Sua "glorificação", havia um profundo significado espiritual. Ele estava plenamente ciente de Sua missão na Terra.

O Significado da Glorificação de Jesus

A "hora" de Jesus: Jesus declarou que "é chegada a hora", referindo-se ao momento em que o Pai O glorificaria através de Seu sacrifício redentor na cruz do Calvário.

Glorificação mútua: A oração "glorifica a teu Filho para que também o teu Filho te glorifique a ti" (João 17:1) revela que a glorificação de Jesus traria glória ao Pai.

Propósito da morte de Jesus: Por meio de Sua morte, o mundo conheceria a vida eterna, sendo oferecida a todos que O aceitassem como Salvador.

Reconhecimento universal: Glorificar a Jesus significava torná-Lo conhecido e reconhecido como "o Filho de Deus, o Salvador do mundo" (João 17:3-4).

Não era um pedido egoísta: Essa glorificação, portanto, não era um pedido egoísta, mas o cumprimento do plano divino para a redenção da humanidade, onde a morte de Jesus revelaria Sua verdadeira identidade e o caminho para a salvação.

3- A mesma glória com o Pai. 

O versículo de João 17:5 revela um aspecto profundo da natureza de Jesus Cristo: a glória que Ele possuía com o Pai antes da existência do mundo. Este pedido de glorificação mútua entre o Filho e o Pai não é um anseio por algo novo, mas sim um reconhecimento da glória que sempre lhes pertenceu.

A Divindade de Jesus: A passagem enfatiza que Jesus, como o Verbo Divino, já possuía essa glória antes de Sua encarnação, evidenciando Sua natureza divina e Sua igualdade com o Pai (João 17:11, 21, 24).

Implicações para a Salvação: A divindade de Jesus é a base para a salvação. Através da confissão e do arrependimento dos pecados, o pecador recebe a vida eterna. Essa vida é concedida através do conhecimento, pela fé, do "único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3).

II- A ORAÇÃO DE JESUS PELOS DISCÍPULOS

1- Intercessão pela proteção dos discípulos. 

Em João 17, Jesus faz uma oração profunda ao Pai, onde presta contas de seu ministério terreno e intercede por seus discípulos. Essa oração revela a preocupação de Jesus com a continuidade de sua obra através daqueles que o seguiram.

A Oração de Jesus.

Relato de um Ministério Cumprido (v. 4, 7 e 8): Jesus apresenta ao Pai um relato do que realizou durante seu tempo na Terra, como se estivesse fechando um ciclo de seu ministério. 

Intercessão pelos “Onze” Discípulos e a Unidade (v. 6): Jesus intercede especificamente por seus discípulos, a quem chama de "homens que do mundo me deste". Ele ressalta que esses homens pertenciam ao Pai e foram dados a Ele, e que eles guardaram a palavra de Deus.

Finalização: Essa oração destaca a finalização do ministério terreno de Jesus e sua profunda preocupação com o futuro da obra evangelizadora através de seus fiéis discípulos.



2- Os discípulos receberam a Palavra. 

Após o recebimento do Espírito Santo e o Batismo no Espírito em “Pentecostes”, houve uma compreensão e difusão dos ensinamentos de Jesus pelos discípulos, e a importância de viver de acordo com a Palavra de Deus para um testemunho cristão.

Reavivamento da memória dos discípulos: Embora tivessem dificuldade em compreender os ensinamentos de Jesus, o Espírito Santo reavivou suas recordações no Pentecostes, permitindo-lhes entender e difundir o que aprenderam (Atos 2:14-36).

A Palavra guardada: Jesus afirmou que seus discípulos "guardaram a tua Palavra", referindo-se à mensagem recebida do Pai (João 17:6).

Credibilidade do testemunho: É viver em conformidade com a Palavra de Deus, aceitando e obedecendo aos ensinamentos de Cristo, é essencial para um testemunho do Evangelho com credibilidade.

3- Protegidos do mundo. 

Em João 17:14, Jesus afirma que o mundo odiou Seus discípulos porque eles não são "do mundo", assim como Ele também não é. Essa passagem destaca um conceito crucial sobre o termo "mundo" dentro do contexto bíblico.


O Significado de "Mundo" em João 17:14

Não é o Universo Criado ou a Humanidade: Embora a palavra "mundo" (kosmos, em grego) possa se referir ao universo criado (João 17:5) ou à humanidade em geral (João 3:16), neste versículo específico, Jesus não está se referindo a esses conceitos naturais.

Sistema Espiritual Governado por Satanás: Jesus se refere a um sistema espiritual maligno, que é governado por Satanás. O apóstolo Paulo corrobora essa ideia em Efésios 2:2, descrevendo esse "mundo" como um governo espiritual perverso.

Incompatibilidade com o Evangelho: Jesus ora ao Pai, para que proteja Seus discípulos desse sistema mundano. Esse sistema é incompatível com o Evangelho e opera sob a influência do "príncipe deste mundo", um título que Jesus usa para se referir a Satanás em passagens como João 12:31, 14:30 e 16:11.

Não são deste mundo: Jesus diz que Seus discípulos não são "do mundo", Ele está enfatizando que eles não pertencem ao sistema espiritual dominado por Satanás, que se opõe aos princípios do Evangelho e aos valores de Deus.


III- A ORAÇÃO DE JESUS PELOS QUE VIRIAM A CRER

1- Oração pela unidade da Igreja. 

Na terceira parte de sua oração, Jesus suplicou pela unidade de seus seguidores, um pedido que transcende a mera organização eclesiástica. Ele almejava uma harmonia espiritual profunda entre os crentes, espelhando a união entre Ele e o Pai.

Os pontos-chave da súplica de Jesus:

Não é uma unidade organizacional: A unidade desejada por Jesus não se limita a estruturas ou denominações da igreja.

Harmonia espiritual genuína: O foco está na coesão e concórdia no espírito entre os crentes.

Reflete a união divina: Jesus buscou uma unidade que espelha a relação perfeita e indivisível entre Ele e Deus Pai.

Base bíblica: Essa súplica é encontrada em João 17:21, onde Jesus ora "para que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, estás em mim, e eu em ti".

2- Propósito da unidade. 

A unidade espiritual da Igreja é de suma importância, pois, conforme a intercessão de Jesus Cristo em João 17:21, ela tem o propósito de fazer com que "o mundo creia que tu me enviaste". Não é meramente uma aspiração, mas uma realidade manifesta em diversos aspectos da vida dos salvos.

A Igreja demonstra sua unidade espiritual com Cristo de pelo menos quatro maneiras principais:

1-União Essencial como Corpo de Cristo: Os salvos são membros de um único corpo, o Corpo de Cristo, conforme ilustrado em 1 Coríntios 12:12. 

“Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros deste um corpo, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. “

2-União Essencial pelo Crescimento no Conhecimento de Cristo: À medida que os salvos crescem no conhecimento de Jesus Cristo (2 Pedro 3:18), sua união se aprofunda.

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

3-União Essencial no Desenvolvimento do Fruto do Espírito: A manifestação do Fruto do Espírito (Gálatas 5:22,23) na vida dos crentes promove a unidade. São evidências de uma vida transformada que contribui para a harmonia coletiva.

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Contra estas coisas não há lei.”

 

4-União Essencial na Glória e Vida Eterna: A unidade dos salvos também se manifesta em sua glória como filhos de Deus e detentores da vida eterna, conforme Jesus orou em João 17:22.

“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” 

3- Oração por encorajamento à unidade. 

Essa unidade, baseada na crença em Cristo como o único e suficiente Salvador, é a própria essência da fé cristã e a razão primordial para que os seguidores de Jesus promovam um testemunho eficaz no mundo.

A Fé como Fundamento da Unidade: A fé compartilhada em Jesus Cristo é o alicerce sobre o qual a unidade cristã é construída. Não se trata de uma união meramente social ou organizacional, mas de uma profunda conexão espiritual que transcende diferenças e une os crentes.

O Propósito do Testemunho: A unidade dos discípulos não é um meio para um propósito maior: testemunhar a Cristo ao mundo. Quando os crentes estão unidos em fé e propósito, seu testemunho se torna uma força poderosa, capaz de impactar vidas e glorificar a Deus.

A Credibilidade do Testemunho: A ausência da unidade compromete a credibilidade do testemunho cristão. Um corpo dividido transmite uma mensagem confusa e enfraquecida A unidade é crucial para que a mensagem de Cristo seja recebida com seriedade e autenticidade.

A oração de Jesus em João 17:21-22 nos lembra que a unidade dos crentes, fundamentada na fé em Cristo, é indispensável para que o testemunho cristão seja não apenas presente, mas poderoso e verdadeiro diante do mundo.

CONCLUSÃO

É extraordinário perceber que a oração sacerdotal de Jesus Cristo continua a ressoar nos dias atuais. Fazemos parte do Corpo de Cristo e esse privilégio deve manter-nos cientes da nossa função no Reino de Deus. Por isso, temos a responsabilidade de nos apresentar entusiasmados para testemunhar com coragem o Evangelho, revelando a obra que o Senhor Jesus realizou no Calvário.


quarta-feira, 11 de junho de 2025

Lição 10: A promessa do Espírito | 2° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo.

 O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, junto com Deus Pai e Deus Filho (Jesus Cristo). Ele não é uma força impessoal ou uma energia, mas sim uma pessoa divina com intelecto, emoções e vontade. Sua natureza é plenamente divina, possuindo todos os atributos de Deus.


Atuação do Espírito Santo.

  • Criação e Sustentação: Ele esteve presente na criação do universo e continua a sustentar a vida.

  • Inspiração Bíblica: O Espírito Santo inspirou os autores da Bíblia

  • Encarnação de Jesus: Ele foi fundamental na concepção virginal de Jesus.

  • Vida e Ministério de Jesus: Jesus foi ungido e capacitado pelo Espírito Santo.

  • Regeneração e Conversão: É o Espírito que convence o pecador do pecado, da justiça e do juízo.

  • Santificação: Após a conversão, o Espírito Santo atua na vida do crente.

  • Dons Espirituais: Ele distribui dons espirituais aos crentes para a edificação da Igreja.

  • Habitação: O Espírito Santo reside no coração de cada crente, selando-o como propriedade de Deus.

  • Intercessão: Ele intercede por nós diante de Deus.

  • Companheiro e Consolador: Jesus prometeu o Espírito como o "Consolador" ou "Auxiliador", que estaria sempre com seus discípulos.


TEXTO ÁUREO

“ E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (Jo 20.22)


VERDADE PRÁTICA

A promessa do Pai não se restringe a um grupo particular ou a um período específico, mas inclui todos aqueles que se arrependem e creem no Evangelho.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.16-18,26; 16.7,8,13 ; 20.21,22

João 14
16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,
17 – o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

João 16
7 – Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.
8 – E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo. 13 – Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.

João 20
21 – Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
22 – E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.


INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos analisar dois momentos significativos: em primeiro lugar, a afirmação de Jesus aos seus discípulos de que eles receberiam o Espírito Santo, que inicialmente atuaria na vida do pecador para promover a conversão (em relação ao pecado, justiça e juízo). Em seguida, estabeleceremos uma ligação entre essa visão regeneradora da Promessa do Espírito em João e a perspectiva capacitadora a respeito do Espírito, que encontramos no Livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas.


Objetivos da Lição:
I) Analisar a Promessa do Pai conforme ensinada por Jesus no Evangelho de João;
II) Investigar o fato de que o Espírito habita nos discípulos para que estes cumpram a vontade de Deus;
III) Evidenciar o poder transformador da descida do Espírito no Dia de Pentecostes.

I- A PROMESSA DO PAI

1- Jesus enviará o Consolador. 

A promessa estabelecida.

Joel 2:28,29 

28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 

29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.

 

  • Reafirmação do Consolador Prometido: Em João 14:16, Jesus promete "outro Consolador", que é identificado como o Espírito Santo.


  • Habitação e Presença: O Espírito Santo "habitará convosco e estará em vós" (João 14:17), indicando uma presença contínua e íntima.


  • O consolador prometido irá regenerar: Em João 16:8, é revelado que o Consolador "convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo". Essa é uma função crucial do Espírito Santo, demonstrando sua atuação na regeneração e transformação das pessoas.


  • O consolador prometido é a Terceira Pessoa da Trindade: O texto enfatiza que o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade", sublinhando sua divindade e importância.


2- O Consolador. 

O Espírito Santo será nosso Consolador.

  • A palavra grega para "consolador" é parakletos, que significa alguém chamado para ajudar, encorajar ou interceder.


  • Um parakleto é como um amigo que atua como advogado, consultor ou assistente em momentos importantes.


  • A expressão "outro consolador" se refere ao Espírito Santo como uma Pessoa. O termo grego állos significa "outro", indicando que o Espírito Santo é distinto de outras pessoas da mesma natureza.


  • O consolador é singular. O Espírito Santo em relação às outras duas pessoas da Trindade (Pai e Filho), possui uma atuação distinta, mas em poder e natureza é igual.


3- “Não vos deixarei órfãos”. 

Vejamos João 14:18

18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.


Havia uma Relação de Cuidado

  • A palavra grega "órphanós," encontrada em João 14.18, significa "órfãos."


  • Filhinhos. Jesus frequentemente chamava Seus discípulos de "filhinhos" (João 13.33), destacando a profundidade de Seu relacionamento com eles.


  • Intimidade. Essa relação íntima assegurava aos discípulos que eles nunca seriam deixados órfãos, desamparados ou desprezados.


II- O ESPÍRITO HABITA OS DISCÍPULOS

1- João 20.22. 

Vejamos, João 20:19-22

¹⁹ Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.

²⁰ E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.

²¹ Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

²² E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 




Contexto de João 20.

  • Aparecimento de Jesus ressuscitado: Os versículos 19 a 22 de João 20 ocorre após a ressurreição de Jesus, quando os discípulos estão reunidos e Jesus aparece glorificado no meio deles, cumprindo a promessa de ressurreição.


  • Amplitude da passagem: Essa seção expressa o que Jesus havia dito que não deixaria os discípulos órfãos, então anuncia no verso 21, “eu vos envio a vós”. Jesus relembra os discípulos do que havia falado antes do seu calvário e procede imediatamente confirmando o que falou.


2- O sentido de “assoprou sobre eles” o Espírito. 

O Versículo de João 20.22, onde Jesus "assopra" sobre seus discípulos o Espírito, é um ponto de debate teológico.

A palavra grega traduzida como "Assoprar", é (Emphusao), é uma palavra que carrega um sentido de insuflar vida, espírito ou poder.


Em Gênesis 2.7: A palavra “Emphusao” é usada para descrever Deus soprando o "fôlego de vida" no homem.


Em Ezequiel 37.9: O termo “Emphusao”, aparece novamente no contexto de "assoprar sobre os mortos para que vivam".


Baseado nessas referências do “Antigo Testamento”, o ato de Jesus assoprar não é apenas simbólico, mas indica um sopro de "nova vida".


Regeneração dos Discípulos: A “Bíblia de Estudo Pentecostal”, interpreta o ato de Jesus “Assoprar o Espírito Santo” como uma obra que resultou na regeneração dos discípulos, um evento que aconteceu antes do “Dia de Pentecostes”.


3- Um episódio anterior ao Pentecostes. 

Esta expressão: “Recebei o Espírito Santo”, é uma consequência direta da menção a “assoprou sobre eles”, indicando que o Espírito Santo habitou nos discípulos naquele momento específico.


A vinda do Espírito Santo em dois momentos distintos.

Primeiro: Em João 20.22: A vinda do Espírito Santo, promove “Regeneração” e “Nova Criação” nos discípulos. Isso significa que houve uma mudança interior fundamental.


Segundo: Em Atos Apóstolos 1:8 (O Pentecostes): O Espírito Santo promove nos discípulos “Capacitação” para o “Serviço
Esta obra teve como objetivo capacitar os discípulos para pregar o Evangelho "começando em Jerusalém até aos confins da terra".


III- A PROMESSA DO PAI NO DIA DE PENTECOSTES

1- “De repente”. 

Aparições de Jesus: Da Páscoa ao Pentecostes.

As aparições de Jesus descritas em João 20 ocorreram no período entre a Páscoa e o Dia de Pentecostes.


  • Após a Sua ressurreição, Jesus, em glória, apareceu aos seus discípulos.


  • Na Páscoa, Jesus foi o Cordeiro de Deus, sacrificado para a expiação.


  • Cinquenta dias após a Páscoa, era celebrada a Festa da Colheita, conhecida como Pentecostes.


  • Ao final desse dia, Jesus havia prometido aos Seus discípulos que eles receberiam poder (Atos 1:4,8).


  • De repente, o Espírito Santo foi derramado (Atos 2:1-4), um evento extraordinário que marcou o cumprimento da promessa de Jesus.


2- “E todos foram cheios do Espírito Santo”

Regeneração e Batismo no Espírito Santo: Vamos entender a Diferença.

Regeneração: O Começo da Nova Vida

  • A regeneração é uma obra do Espírito Santo que acontece no momento da conversão (João 14:17, 16:8-10, 20:22; 2 Coríntios 5:17).


  • É o ato pelo qual o Espírito nos dá uma nova vida em Cristo, transformando nosso interior.


Batismo no Espírito Santo: Capacitação para o Testemunho.

  • Após a regeneração, os salvos precisam ser "cheios do Espírito" e "revestidos de poder" para testemunhar o Evangelho.


  • Teólogos, especialmente com base no livro de Atos, associam "ser cheio do Espírito" ao batismo no Espírito Santo.


  • Um exemplo disso é o que ocorreu em Atos 2:4, onde "todos foram cheios do Espírito Santo" e, como resultado, "começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".


  • Este batismo é visto como uma experiência subsequente à conversão, que capacita o crente para o serviço e o testemunho.



3- “E começaram a falar em outras línguas”. 

O Batismo no Espírito Santo constituiu uma experiência profunda na vida dos discípulos já regenerados em Cristo e essa experiência não se limitou àquele único dia. O cumprimento da promessa abrangeu toda a igreja nascente naquele momento e todas as gerações futuras até à volta de Cristo


O Batismo no Espírito Santo e o Falar em Línguas.

  • Experiência Profunda: O Batismo no Espírito Santo foi uma experiência significativa para os discípulos que já haviam aceitado a Cristo.


  • Essa promessa não se restringiu aos discípulos daquela época, mas se estende a toda a igreja.


  • O falar em outras línguas foi uma manifestação clara dessa obra de capacitação do Espírito Santo (Atos 2:11).


  • Embora algumas pessoas tenham entendido as línguas faladas em seus próprios idiomas, essas eram, de fato, expressões espirituais concedidas pelo Espírito para glorificar a Deus.


  • Para quem falava, as línguas eram desconhecidas, mas foram compreendidas pelos ouvintes.


  • As línguas mencionadas por Lucas em (Atos 2:11) são consideradas uma evidência física e visível do Batismo no Espírito Santo.


CONCLUSÃO

A Promessa do Pai tem a ver com a regeneração do pecado e com a capacitação do salvo para testemunhar do Senhor Jesus em todos os lugares. Essa promessa perpassa toda a Bíblia, se manifesta completamente em Pentecostes e está presente até hoje para todos os que se arrependerem e crerem no Evangelho. Até a volta do Senhor Jesus, a Promessa do Pai pode se manifestar na vida do pecador, regenerando-o; na vida do salvo, batizando-o no Espírito Santo.


Lição 13: A assembleia de Jerusalém | 3° Trimestre de 2025-Prof. André Bernardo

  TEMA:  A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições Objetivos da Lição: I) ...